domingo, 27 de novembro de 2011

Sem pausas e sob as reticências







Por mais que a chateação prevaleça Por mais que a raiva só aumente O medo de perder de vez aumenta em progressão geométrica junto com essa saudade toda Por mais que eu tente evitar Não consigo parar Não posso parar E por mais que eu tente me enganar (te/nos enganar) eu sinto que já estou perdendo Que estamos nos perdendo E quando foi dito que a resistência ao silêncio era a prova do que é sentido não era mentira Nada foi mentira A primeira prova e já frustrada Não resistiu Que ódio é esse desse silêncio? Quanta confusão Quanta bagunça Quantas oscilações Preocupação demais por um lado e de menos por outro Tanta coisa bonita foi dita e eu nem sei mais o que é verdadeiro Se é ou se foi verdadeiro Que dirá se é recíproco Que tantos de se se se se Sem vírgulas Sem pausas Sem ponto e vírgula Sem ponto final Sem muitas interrogações (apenas uma) Sem exclamações Eu vou vivendo sob as reticências...




seeyousoon!

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