terça-feira, 13 de março de 2012

18 primaveras





A menina, com somente 18 primaveras, de verde não tinha nada. Era madura no ponto certo!
Irrefutavelmente tentou se desprender de dores, temores e amores.  Na verdade, ela tinha passado por um turbilhão de emoções e acabado de mudar alguns de seus valores e jogado fora parte de seu orgulho.
Ela nunca tinha parado pra pensar como é simples um sentimento e como a vida é prática. Quer? Fica. Não quer? Continua a vida.
Somos todos escravos de sentimentos. Mas cabe a nós a decisão de escolher quantas serão ou se terá alguma chibatada.
De vez em quando a garota sentia um ódio por não poder tomar decisões no lugar de outras pessoas. Pessoas enroladas, indecisas e que dificultavam de mais as coisas. Mas não dizia nada. Toda madura, repetia pra si mesma que tudo se resolveria no final, do jeito que ela queria (ou não), e que seria forte, mesmo se tudo desse errado mais uma vez.
Com algumas idas e vindas, ela se decepcionou com muitos. Atitudes impensadas, palavras desnecessárias, sumiços repentinos,  nenhuma desculpa dada, reaparecimentos um tanto quanto mágicos. Mal reapareciam e já sumiam de novo no tempo de um simples “abracadabra”.
Eu sinto que ela não espera muita coisa nem de nada nem de ninguém, e que no momento em que ela mais precisava de alguém, de apoio, de calmaria e sossego, ela ganhou um give me a break. O problema disso tudo é que as pessoas esperavam que ela se acostumasse com a ausência delas para aparecer e ferrar com tudo. 
Mesmo sabendo que não há fim quando as coisas são ditas pelo coração, a garota deixava escapar sorrisos de lado e à toa. Não adiantava bancar a durona. Não adiantava bancar a distante. O amor lá vinha pra dilacerar mais uma vez, e a sensação era a mesma e muito clara : a vida passa rápido, escorre numa velocidade infinita, o tempo passa e a gente nem vê. O tic tac tá dando sinal, e a cada momento as coisas vão se perdendo. Quando se perde de vez... Vish! Não tem volta pra menina mais.
E de sorrisos soltos ao vento, a cada piscar de suas pálpebras a tristeza ia embora. A garota estava pronta para se arriscar. Ela sabia que sem as quedas vividas ela jamais saberia o que era felicidade.
“Entre idas e vindas, encontre alguém que prefira ficar sem muitas dúvidas.” foi o que a mãe dela me disse. Eu tive que concordar.



sexta-feira, 9 de março de 2012

Ponto fraco





Não sou dessas que gosta de coisas muito complexas. Coisas simples me atraem, me conquistam. Simples palavras, simples gestos, simples abraços, beijos simples, olhos nos olhos, olhares que sorriem, toques que conversam e silêncios que se declaram.
Antes de desistir de fazer algo ou de algo que quer, antes de dar um passo à frente por medo do que vão achar, pensar ou falar, pense apenas nas suas opiniões, tão e somente nestas. É isso que você tem que considerar.
Quem muito fala, pouco sabe, pouco faz e via de regra pouco sente.
Todo mundo tem um ponto fraco, e normalmente esse ponto fraco vem com nome, endereço, CPF e um sorriso lindo.
Agora tão assim, sabe? Juntos e separados. Nunca mais se viram, nem se tocaram e não serão a mesma coisa. Talvez nada disso exista, ou talvez tenha sido uma fase ruim, e tomara que não continua.
Só escrever não adianta. É escrever e pôr em prática. Já dizia uma amiga minha : “chegou a hora de encarar isso de frente, deixar de ter medo, parar com o pessimismo. Seguir apenas com um pé atrás, e não com os dois, como temos feito!”
Eu quero que seja assim agora, e vou continuar com essa minha mania, de rimar a noite com o dia, e a madrugada com o amor.



seeyousoon!

sábado, 3 de março de 2012

Sem perseguição, extremos e exageros



Se não fosse pela luta diária e pela nossa força de vontade de seguir em frente, o tic tac diário não adiantaria de nada e o tempo não seria o melhor remédio.
E o coração? Depois de surpresas e sustos,  me deparo com ele batendo e saudável. Um dia nascendo, de novo. Levantando de outro tombo e recomeçando mais um vez.
Olhando pro hoje, bati de frente com as frustrações. Vi tudo o que já construí e olhei pra tudo que eu resolvi jogar fora. São muitos caminhos, alguns empecilhos e outras dificuldades. Faz parte... Estou lidando ou tentando lidar com tudo isso, mesmo com esse meu jeito meio bruto, que vive em defesa, coração meio mole e maturidade de quem acaba de levar um susto.
Há momentos em que é preciso se desligar um pouco do mundo, colocar no mudo o blá blá blá rotineiro, desfazer as malas e vagar por aí na companhia de si mesmo.
As pessoas falham, o organismo falha, tudo falha em alguma coisa. As pessoas falham quando acham que só porque não estamos rindo não estamos felizes, ou só porque não estamos chorando não estamos tristes. Cada um expressa a emoção de um jeito, meu caro.
Sem muitas cobranças, muitos sonhos, o negócio é aqui e é agora. É fazer acontecer, porque a vida não espera, e ela é curta pra esperar pelos outros. Se permita, se liberte, se ameace, nem que seja com um novo amor.
Chega de tentar planejar o destino, porque esse só à Deus pertence e sabe quando é e tem que ser. Por enquanto é ir dizer amém pro que vem vindo e aceitando as coisas numa boa. Tudo tem um propósito, nada acontece por acaso. Sem essa de perseguição ao inalcançável, sem extremos e sem exageros. Exagero só é bom quando se trata de felicidade!
Permaneço aqui, inerte e estática, entre vírgulas e reticências, dando continuidade nisso tudo, sem pontos finais. 





seeyousoon!