domingo, 27 de novembro de 2011

Os três "efes"




A quadra que escuta gritos, palavrões, que suporta os pingos. Pingos de lágrimas, sangue e suor. A quadra que vê cortadas, bloqueios, que presencia vitórias e derrotas. A quadra que é de vocês.
São três f’s : força, fé e foco.
Em qualquer desafio, é fácil perceber os que se sobressaem. A fé nas próprias capacidades, a autoconfiança e a segurança são fundamentais.
Talvez há algumas pessoas maiores que você por fora, que te amedrontam, que metem aquela pressão psicológica, mas é só por fora. É só a capa.
Se você acredita, nada te fará mudar de ideia. Se você acredita, você vence. Isso é fé!
Se você acredita e sabe o que realmente quer, onde realmente quer chegar, você sabe o que é ter foco.
Nada de inconstância. Você não começou, parou, começou, parou. Você manteve um ritmo, manteve uma disciplina e todo o seu esforço será colocado em prática em um lindo começo de férias.  Você é forte e persistente!
Ansiedade, borboletas no estômago e um pouco de medo é natural.
Criticar, comentar, se ajudar, acrescentar e manter a união independente de resultados.  
Ir com tudo, mostrar a vontade de vencer, colocar toda a garra pra fora e toda a adrenalina que vai desde o fio de cabelo até o dedinho mindinho do pé.  
Parabéns! Você já é uma pessoa vitoriosa. Se superou, não desitiu, e se caiu, ergueu a cabeça e se levantou. 


seeyousoon!

Sem pausas e sob as reticências







Por mais que a chateação prevaleça Por mais que a raiva só aumente O medo de perder de vez aumenta em progressão geométrica junto com essa saudade toda Por mais que eu tente evitar Não consigo parar Não posso parar E por mais que eu tente me enganar (te/nos enganar) eu sinto que já estou perdendo Que estamos nos perdendo E quando foi dito que a resistência ao silêncio era a prova do que é sentido não era mentira Nada foi mentira A primeira prova e já frustrada Não resistiu Que ódio é esse desse silêncio? Quanta confusão Quanta bagunça Quantas oscilações Preocupação demais por um lado e de menos por outro Tanta coisa bonita foi dita e eu nem sei mais o que é verdadeiro Se é ou se foi verdadeiro Que dirá se é recíproco Que tantos de se se se se Sem vírgulas Sem pausas Sem ponto e vírgula Sem ponto final Sem muitas interrogações (apenas uma) Sem exclamações Eu vou vivendo sob as reticências...




seeyousoon!

sábado, 26 de novembro de 2011

Você e suas manias








Eu te conheço! Você é daquelas pessoas ariscas, impacientes, inconstantes, impulsivas, determinadas, mas inseguras. Às vezes você permanece inerte, paradinha em um canto quando algo ruim te acontece, ou quando algo bom vem e te surpreende. Você tem sempre pressa, é ansiosa e vive com os sentimentos a flor da pele. Você é daquelas pessoas que são felizes e não negam, mas afirmam que a felicidade é incompleta, que falta um pedaço, alguma coisa ou algum alguém. Você tem mania de achar que tudo tem que ser aqui e agora, do seu jeito, porque esse jeito é o jeito serto.
Você é daquelas pessoas que dormem com o celular embaixo do travesseiro, porque se tocar ou só vibrar você vai acordar e vai atender enlouquecidamente. Você é daquelas pessoas que querem ser a paz de alguém, o porto seguro de alguém e querem achar o seu também. Você quer alguém que te olhe e te retêm. Você é daqueles que querem dar, querem receber, não querem exigir, só querem. Você é daqueles que não sabem mentir direito, não gostam de 3 beijinhos pra casar e são apaixonadas por abraços. Você fala na lata e se mete em latadas de vez em quando.
É... Eu te conheço! Você é daquelas pessoas cheias de manias. Você tem mania de sempre querer saber os porquês das coisas, de escutar música alta, de confiar demais. Mania de cheiro, beijo, abraço, toque. Mania de falar e escrever. Mania de orgulho e silêncio. Mania de insônia. Mania de pensar nos sentimentos mais puros, nas pessoas que você mais ama justo na hora que você deita pra dormir, e não dorme. Você e suas manias...
Você já se apaixonou, desapaixonou, reapaixonou. Se aproximou, desaproximou, reaproximou. Você já amou, amou, amou e ama até hoje. Que mania, ein?!
É a pessoa mais desastrada que eu conheço. Vive com hematomas.
Você é, acima de tudo, realista. Realista até de mais, eu acho. Você sabe que no fim o nosso café sempre esfria, que as pessoas vão embora e que a gente (uma hora) fica só.
Tá vendo? Eu te/me/nos conheço! E eu sei que quando nós estamos juntos, sem as "ências" da vida, nos sentimos como em casa de vó.




seeyousoon!

sábado, 19 de novembro de 2011

14 segundos

Não é de hoje que a saudade tomou conta da alma, da mente, do corpo. A vontade de ligar, abraçar, correr atrás, dizer coisas lindas, talvez um “euteamo!”, mas às vezes isso seja forte demais. Ao invés disso, vim aqui só dizer : “Sorria! Sorria pra mim! E, então, isso basta.”.
E quando a gente menos espera, eis que ele chega. Chega e libera aquele sorriso maroto, que quando eu vi pela primeira vez, disse (calada) : “ Já quero.”. Deu aquele frio na barriga, medo (da decepção, frustração, dependência, do sentimento... ), insegurança e aquele temor de ter escolhido o sorriso errado. E eu tô insegura até de mim mesma, que dirá dos outros, ou disso. Mas, se por um acaso, o sorriso for o errado, se a escolha tiver sido errada, tudo bem! Escolhas erradas serão lembranças inesquecíveis.
Então me pegue, se apegue, me abrace, me dê até beijinhos. Seduz, me faça querer-te mais, sempre mais. Não me deixe cair. Frio, cobertor, filme, nada de pipoca, tudo de coca e bastante chocolate. Amor, cafuné e nós. Isso! Nós. Nem que seja por 14 segundos, mas sejamos nós. É assim que tem que ser!


seeyousoon!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Tempo, perdão e você



E quantas vezes me peguei querendo desistir? Quantas vezes me prometi coisas já sabendo que não conseguiria cumprir? Me apaixonar, por exemplo.
Não há o que se discutir. O tempo realmente é o melhor remédio. Algumas coisas que já não te servem mais você sempre sabe. Sexto sentido, intuição, ou seja lá o que for, você sabe.
Tudo tem um fim. Por mais trágico que seja, o fim de semana sempre acaba, aquele chocolate quente ou o café esfriam, a coca ou aquele “sex on the bitch” sempre esquentam. Uma hora a paciência some, ex amores reaparecem, tombos são naturais. Tudo te acrescenta, nada te diminui.
O problema está quando a sua decepção é com você. Quando a frustração é com você. Quando a insatisfação é com você. Quando o seu problema é você. E então você se olha no espelho, chora por você, chinga você, fala umas verdades pra você, diz pra você que você poderia ter feito mais, investido mais, se entregado mais. Mas no final você pede desculpas pra você e se perdoa.
Te perdoa, menina! Não te bate. A vida já se encarrega disso.
O jeito é mesmo seguir em frente e esquecer o que aconteceu. Bola pra frente!
Tudo tem seu tempo. Se tiver de ser, será. Se não for agora, vai ser em breve. E se demorar?  Ahhhhhhh! demorar não significa que não vai ser, que não vai acontecer. Mantenha a fé, a calma e aguarde. Você fez sua parte, fera!


seeyousoon!

Foi só um cisco


É. Meu silêncio diz muita coisa. Coisas que até não queria dizer, mas acabo dizendo. O problema é que não sei me calar quando eu tenho que calar. E isso acontece quando dói. E tá doendo muito! Não dá pra fingir, não dá pra esconder... Não dá pra fechar os olhos, respirar fundo e mentir pra mim que tá tudo bem. Não tá, ué. Queria gritar, chorar mares, queria um colo, um cafuné. Mas isso eu também não consigo, também não tenho. Mas eu consigo me calar, me manter forte, uma imensidão de frieza, um poço de segurança, mantenho pulso firme. Mas aí chega aquela hora e eu explodo. E nessa explosão sai palavras pra tudo quanto é lado, e eu prefiro escrever. Mesmo que saia palavras confusas, bagunçadas, que se contradizem, eu escrevo.
 Escrevo pra me libertar. Escrevo pra me livrar de sentimentos e palavras íntimas. Escrevo pra doer nos outros, pra matar a angústia, pra causar suspiros, pra fazer chorar e soluçar. E esse martírio um dia vai ter fim. Até lá eu vou continuar silenciosa. Até lá eu vou ganhando alguns sorrisos (uns verdadeiros, outros falsos), sorrisos de estranhos, colo de mãe, e querendo um colo de vó. Até lá eu vou tomando café quente, pra queimar a boca e eu dizer que tá doendo porque queimou. Até lá eu vou sentindo com a pele, vou me revirar do avesso, vou ler (tudo) com os olhos. E se lá por dentro tiver doendo demais, uma lágrima vai escorrer e eu vou dizer com um sorriso discreto e de lado : “foi só um cisco.”. E esse sorriso vai dizer pros meus problemas que eu sou maior e mais forte que eles e que as lágrimas estão ali só pra umedecer a alma.
E quando a vida der uma reviravolta danada, eu vou descobrir que o meu avesso é o lado certo. Vou ver que pensar demais faz a gente desistir, e aí eu não vou querer pensar em mais nada. Vou perceber que vivi criando expectativas e sem perspectivas. Que andei às tontas e às cegas; que me privei demais e que passividade definitivamente é um dom que eu não tenho.

seeyousoon!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Agora é a nossa vez, fera!





Dia 11/11/11. Dia, mês, ano e horas iguais. Pra mim, e acredito que pra muitos, não foi especial apenas pelo seu valor simbólico, mas também por valores e emoções que se concretizaram hoje. 
E, então, chegou o vestibular. Talvez um dia jamais tenha sido esperado por nós como hoje (pelo valor simbólico) e como domingo (pelo vestibular). Ansiosidade, pressão, nervosismo e borboletas no estômago foram nossos fiéis parceiros durante todo o ano. E tudo que fizemos, tudo que investimos será colocado em prática na hora da prova.
Esse ano com certeza foi de muita ralação, muita determinação, concentração, um tudo de fé e de dedicação. E muitos foram os que nos ajudaram. À minha família, que me apoiou em todos os momentos, o meu muitíssimo obrigado, meu respeito e todo o meu amor. Aos meus amigos (minha segunda família), obrigada por tudo. A união realmente faz a força, e vocês me fortaleceram e muito! Aos mestres, toda a minha admiração e os meus parabéns! Vocês fizeram de mim uma pessoa melhor e me ensinaram (com as provas de física) a nunca desistir. Agradeço pelas broncas, conselhos, puxões de orelha, demonstrações de carinho, pelos momentos bons, pelas risadas que vocês conseguiram arrancar de nós nos piores momentos.
Muita calma! Sabedoria, paciência e confiança. O que é seu, o que é meu, o que é nosso tá guardado. Se não for dessa vez, não esquenta. Vai ser em breve! Já somos todos vitoriosos por ter vencido mais essa barreira. Entre trancos e barrancos, conseguimos. Agora é a nossa vez, fera!




seeyousoon!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Palavras ao vento





Muitas coisas que ouço são da boca pra fora. Declarações, promessas, justificativas, pedidos de desculpa, alguns "vou mudar", muitos "eu te amo!"... São só palavras. Palavras jogadas ao vento.
Algumas, simples até, machucam, e machucam muito! Nada é perfeito. Nem tudo é ou será da maneira que desejamos, e palavras jamais serão atitudes.
Tento ser clara quando solto as palavras com o meu vento, e sei que as vezes ela caem de uma forma que machucam as pessoas. Esse meu jeito (ou a falta de um) é que faz com que alguns se assustem comigo. Não consigo me mascarar, mergulhar num poço de cinismo e me esconder. Sou franca, falo na cara e digo o que eu penso, mesmo sem pensar.
Por mais dura que seja a verdade (não que eu conheça todas ou seja dona de alguma), ela ainda é melhor do que a incerteza, que a dúvida. Mas o mundo tá do avesso, e eu ando mais calada. Tão calada que andam me estranhando. Mas, apesar do meu silêncio, isso não comprova que eu já não sinta mais nada, ou que simplesmente não me importe.


seeyousoon!

Um filtro...





Me libertei de muita coisa. Tirei de mim muita gente. Filtrei sentimentos, emoções e algumas informações. O que tinha de ruim voou pro infinito sem volta. O que tem de bom, aqui permaneceu e permanecerá por muito tempo. 
E se isso tudo for um jogo, chega de seguir as regras. Vou passar a ditá-las e agora vai seguir do meu jeito.




seyoousoon!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Chegadas e partidas


Muitos chegaram. Alguns partiram. Poucos foram os que vieram e permaneceram.
Um grupo de amigos é a família que você pôde escolher. Amigos são amores. Sim, amores. 
Tenho muitos colegas, mas colegas não são amigos. Aliás, são amigos, mas na fase inicial. Então digamos que tenho alguns no estágio "avançado". 
Tenho amigas apaixonadas, amigos engraçados, alguns que pensam que conseguem falar através das mãos (libras); Tenho as que cantam comigo, uns que me dão lições, um dramático, um carinhoso, um que me escuta e me aconselha sempre; tenho alguns atletas e que coloco minha mão no fogo por esses. Tenho amigos francos, sinceros, uma que aconselha as amigas sempre e fala o que pensa, e de vez em quando é má interpretada (e é por isso que digo que sou amiga de mim). Uns que são craques em titchagui, uns que amam micareta. Outros que são amantes do rock, uns da moda, e uns que tem banda. Tenhos amigos que moram longe, uns que não ficaram muito tempo comigo, mas que me conquistaram. Uns que falam demais, outros que falam de menos. Uns terríveis, custosos, que eu faço de tudo pra ajudar com esse meu lado "mãezona", mas que não adianta. Tenho amigos de infância, amigos irmãos. Tenho amizades coloridas, umas que se colorem,  um que me colore. Tenho amigos que já não estão entre nós, mas que eu sei que me olham de onde quer que estejam. Cada qual com sua qualidade,e defeitos também, me companham, me guiam e me completam. Fazem parte da minha família!   Fazem parte de mim!
E é nessas chegadas, sem partidas, que me fazem assim, feliz, feliz e feliz!


seeyousoon!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Chega de saudade



As coisas passam e o melhor que fazemos é abrir a porta e deixar que elas sigam e possam ir embora. Chegou a hora de focar em você, você, você e você.
Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou, então não era amor. Eu assumo : falar não é  a melhor maneira de me expressar. Me expresso melhor pelo silêncio. Se resistir ao meu silêncio, acredite, é amor.
Quando a gente sofre uma desilusão, acredita que nunca mais vai amar alguém. Que amor é ilusão, que é coisa de novela, coisa que só aparece em romance e música. Mas a gente não consegue! Inventa um. Platônico, que seja. Mas inventa. Um amor pra amar, pra trans(pirar), pra ins(pirar)... E se não inventar, o destino vem e te surpreende. Me surpreendeu e eu disse pra ele : “É, destino... você já me surpreendeu e surpreendeu muito. Agora, faz o favor de não me decepcionar denovo.”.
Eu não posso. Aliás, eu sei que eu posso, mas talvez eu não deva. Ou eu posso, eu devo, eu quero, mas e o medo? Vou mandar ele lá pro caxaprego e vou arriscar. Se der tudo errado, eu levanto e recomeço.
Não tem como traduzir o que eu tô sentindo. Eu sei que não vai ser eterno, mas vai ser inesquecível cada fração de segundo. E quando aquela saudade irracional bater, eu vou voltar, vou ligar, dizer milhões de coisas e gritar que é pra acabar com esse negócio de você longe de mim. E quando eu te abraçar vai ser apertado assim, colado assim, calado assim, e vou cantar pra você (baixinho) : “Chega de saudade...”!


seeyousoon!


(Pré)Conceito


Muitos de nós temos uma ideia fixa sobre preconceito, achando que este mau atinge apenas os negros e homossexuais. Mas não é bem assim.
Preconceito, como a própria palavra já diz, é o conceito prévio sobre qualquer imagem ou atitude de alguém que não conhecemos. Existem vários tipos de preconceito : o preconceito de cor, religião, classe social, situação financeira, contra a opção sexual, quanto a situação física... Nada mais é do que aquela velha história de julgar um livro sem ao menos abri-lo.
No país em que a televisão é usada para educar as crianças e adolescentes, é cada vez mais trabalhado essas questões. Novelas que tem como personagens crianças com síndrome de Down e que levam uma vida normal. Vão a escola, trabalham, se casam, tem filhos. Ou ainda pessoas com deficiência física, e é aí que eu entro.
Meus pais são deficientes físicos. Ambos vieram do interior de Goiás pra Goiânia em busca de melhores condições de vida e um tratamento adequado. Quando criança, não tiveram acesso a vacina que imuniza contra a Poliomielite, mais conhecida como Paralisia Infantil. Infrentaram muitos obstáculos, muito preconceito, muita descriminação, mas venceram.
Como todo adolescente, queriam se divertir, sair com os amigos, queriam namorar, ir ao colégio. Minha mãe passou a adolescência dela trancafiada em um hospital graças às cirurgias e outros tratamentos. Meu pai, pelo fato da deficiência ser mais leve comparada a da minha mãe, ainda curtiu essa fase, mas não se livrou das chacotas. Quantas foram as vezes que levaram um pé na bunda de um namorado (a) simplismente por serem deficientes? Quantas vezes foram motivo de piada entre os ditos “amigos”?
Minha mãe, junto com um grupo de deficientes físicos, fundaram uma associação chamada ADFEGO (Associação dos Deficientes Físicos do Estado de Goiás), e lá ajudaram muitas pessoas, dando assistência quanto a fisioterapia, psicólogos, esporte, oportunidade de emprego e muitas outras. Eu digo que são heróis, porque mesmo em cima de uma cadeira de rodas ou de muletas, conseguiram com que vários mono, para e tetraplégicos se reabilitassem fisi, psico e socialmente, e colocaram no mercado de trabalho centenas de deficientes físicos, mostrando que também são capazes e atropelando os preconceitos e limitações.  
E foi lá que meus pais se conheceram. Namoraram por um tempo, minha mãe engravidou e ,então, se casaram. Sim, caro leitor. Eu não sou filha adotiva como muitos pensam.
Quando estava passando aquela novela em que tinha a Luciana (tetraplégica) e que teve a cena em que ela ia ter a primeira relação sexual após o acidente eu fui obrigada a ouvir um comentário do tipo : “ Ah! Pelo amor de Deus! Vem me dizer que deficiente consegue transar?”. Não resisti e disse : “Olha só! Sou a prova viva de que isso acontece, querido!”. Antigamente eu quase morria quando via alguém descriminando meus pais, ou quando um coleguinha de escola vinha na minha casa e, quando os via, ficava doido pra ir embora. Hoje não é assim. Digo que a deficiência dos meus pais é que me fez ser quem eu sou. Madura, compreensiva, sei respeitar as diferenças das pessoas, não desisto fácil, corro atrás dos meus sonhos e luto pelos meus direitos.
Meus pais são meus exemplos de vida. Exemplos de força, determinação, fé e superação. Então não deixe que obstáculos te atrapalhem. Passe por cima deles e siga em frente!

seeyousoon!

domingo, 6 de novembro de 2011

Utopia dividida em grau, número e gênero


Pessoas utópicas, sentimentos utópicos, sonhos utópicos, imaginação utópica. Afinal, o que é utopia?
Uma palavra tanto quanto ousada e/ou rebuscada, mas tão complicada de diferenciá-la das palavras comuns. Sabe aquela ideia de civilização ideal, aquele sonho das meninas de príncipe encantado chegando no cavalo branco, o tão desejado "felizes para sempre", as fadas, a fidelidade masculina,  alma penada, a extinção da TPM, os super-heróis com seus super poderes? Então! 

Todos nós temos um tipo de utopia. Uns quanto a revoluções que mudarão o mundo e a sociedade, outros em relação a amores "prasempriais", uns que acreditam no tão contado "Era um vez...", uns querem voar... Sonhar é bom, dá graça na vida, mas tem que manter pelo menos o dedinho mindinho aqui no chão, né?! E a realidade fica a onde nesse mundo utópico?
A vida não se baseia em sonhos. Me pego sonhando direto, mas a realidade vive me dando uns tapas na cara e dizendo : "Acorda, fia. Só sonhar não adianta não! Se você quer e há possibilidade de acontecer, vai lá e faz.". 




seeyousoon!

Então a felicidade acontece!




seeyousoon!