A menina, com somente 18 primaveras, de verde não tinha nada. Era madura no ponto certo!
Irrefutavelmente tentou se desprender de dores, temores e amores. Na verdade, ela tinha passado por um turbilhão de emoções e acabado de mudar alguns de seus valores e jogado fora parte de seu orgulho.
Ela nunca tinha parado pra pensar como é simples um sentimento e como a vida é prática. Quer? Fica. Não quer? Continua a vida.
Somos todos escravos de sentimentos. Mas cabe a nós a decisão de escolher quantas serão ou se terá alguma chibatada.
De vez em quando a garota sentia um ódio por não poder tomar decisões no lugar de outras pessoas. Pessoas enroladas, indecisas e que dificultavam de mais as coisas. Mas não dizia nada. Toda madura, repetia pra si mesma que tudo se resolveria no final, do jeito que ela queria (ou não), e que seria forte, mesmo se tudo desse errado mais uma vez.
Com algumas idas e vindas, ela se decepcionou com muitos. Atitudes impensadas, palavras desnecessárias, sumiços repentinos, nenhuma desculpa dada, reaparecimentos um tanto quanto mágicos. Mal reapareciam e já sumiam de novo no tempo de um simples “abracadabra”.
Eu sinto que ela não espera muita coisa nem de nada nem de ninguém, e que no momento em que ela mais precisava de alguém, de apoio, de calmaria e sossego, ela ganhou um give me a break. O problema disso tudo é que as pessoas esperavam que ela se acostumasse com a ausência delas para aparecer e ferrar com tudo.
Mesmo sabendo que não há fim quando as coisas são ditas pelo coração, a garota deixava escapar sorrisos de lado e à toa. Não adiantava bancar a durona. Não adiantava bancar a distante. O amor lá vinha pra dilacerar mais uma vez, e a sensação era a mesma e muito clara : a vida passa rápido, escorre numa velocidade infinita, o tempo passa e a gente nem vê. O tic tac tá dando sinal, e a cada momento as coisas vão se perdendo. Quando se perde de vez... Vish! Não tem volta pra menina mais.
E de sorrisos soltos ao vento, a cada piscar de suas pálpebras a tristeza ia embora. A garota estava pronta para se arriscar. Ela sabia que sem as quedas vividas ela jamais saberia o que era felicidade.
“Entre idas e vindas, encontre alguém que prefira ficar sem muitas dúvidas.” foi o que a mãe dela me disse. Eu tive que concordar.

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